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Autoridades reforçam apoio aos produtores durante mobilização em Tupanciretã pela aprovação do PL 5.122

25/06/2026 04:06:36

Produtores rurais de Tupanciretã iniciaram, nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (25), uma mobilização em apoio à aprovação do Projeto de Lei nº 5.122. O movimento ocorre simultaneamente em diversos municípios do Rio Grande do Sul e busca chamar a atenção das autoridades para a situação enfrentada pelo setor agropecuário.

A concentração começou por volta das 6h30, na Avenida Vaz Ferreira, em frente à agência do Sicredi. Maquinários agrícolas foram posicionados em uma das pistas da via, que permaneceu parcialmente bloqueada durante a manifestação.

Durante a tarde, por volta das 14h, produtores rurais, lideranças do setor e autoridades municipais participaram de pronunciamentos em apoio ao movimento. Estiveram presentes, entre outros representantes, a presidente do Sindicato Rural de Tupanciretã, Julieta Lopes, e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tupanciretã e Jari, João.

Representando o Poder Legislativo, o vereador Carlos Augusto Brum de Souza destacou a importância de oferecer apoio aos produtores neste momento de dificuldades.

"Dentro daquilo que é possível, precisamos oferecer apoio ao produtor rural neste momento tão desafiador. É importante destacar que o produtor não está pedindo recursos extras ao país. O que ele busca é a possibilidade de alongar e renegociar suas dívidas, para que possa continuar produzindo e honrando seus compromissos.

Os produtores querem pagar suas contas. No entanto, diante das dificuldades acumuladas nos últimos anos, precisam de condições adequadas para reorganizar suas atividades e manter suas propriedades em funcionamento.

Por isso, é fundamental que haja sensibilidade e apoio por parte do poder público. O setor agropecuário tem papel essencial na economia, na produção de alimentos e no desenvolvimento das comunidades, e merece o devido reconhecimento.

Também acreditamos que a mobilização poderia ser ainda maior, mas é importante valorizar cada pessoa que está presente e apoiando essa causa. Quero fazer um reconhecimento especial aos jovens, aos técnicos agrícolas e a todos os profissionais e produtores que participam deste movimento.

São justamente essas pessoas que representam o presente e o futuro do campo. É delas que depende a continuidade desse trabalho que sustenta tantas famílias e movimenta a economia de nossos municípios.

Como foi lembrado anteriormente, houve um tempo em que a população rural era muito maior. Hoje, ela é significativamente menor, e os desafios enfrentados pelo setor acabam desestimulando muitos jovens a permanecerem no campo.

Por isso, precisamos buscar soluções que garantam condições para que as novas gerações continuem acreditando na atividade rural e construindo seu futuro no meio agrícola.

Temos confiança de que a aprovação das medidas defendidas pelo setor será alcançada. Seguiremos trabalhando, dialogando e mobilizando a sociedade para que essa demanda avance.

A Câmara Municipal está ao lado dos produtores e continuará apoiando as iniciativas que contribuam para fortalecer o agronegócio e o desenvolvimento rural.

Acima de tudo, deixamos uma mensagem de força e perseverança aos produtores rurais. Parabéns ao Instituto SOS Agro RS pelo trabalho realizado e pela mobilização em defesa de quem produz e ajuda a sustentar o nosso país." (Carlos 1)

O prefeito de Tupanciretã também utilizou a palavra para destacar os impactos da crise enfrentada pelo setor agropecuário na economia municipal:

"Tupanciretã é responsável por uma parcela extremamente significativa da economia gaúcha. Hoje, cerca de 74,1% do nosso Valor Adicionado Fiscal (VAF) está diretamente ligado ao setor agropecuário.

No meu primeiro ano de governo, em 2021, tivemos uma safra muito positiva, com excelente produtividade e preços favoráveis. Naquele período, o VAF do município alcançou aproximadamente R$ 1,9 bilhão.

É importante perceber o que isso representa no cenário econômico do Rio Grande do Sul. Atualmente, Tupanciretã responde por cerca de 1,58% de todo o PIB agropecuário gaúcho. Somos o município com o maior PIB agropecuário do Estado e carregamos com orgulho o título de Capital da Soja do Rio Grande do Sul.

Entretanto, de 2022 até os dias atuais, raramente voltamos a atingir a marca de R$ 1 bilhão em Valor Adicionado Fiscal. Isso demonstra o tamanho do impacto que as adversidades climáticas e econômicas têm causado ao setor produtivo.

E o que isso significa na prática? Significa uma redução considerável na arrecadação tributária do município. Significa menos recursos para investimentos públicos, menos capacidade de execução por parte da administração municipal e, principalmente, enormes prejuízos para os produtores rurais.

Estamos falando de perdas que, em alguns anos, chegam a R$ 500 milhões, R$ 900 milhões ou até R$ 1 bilhão em riqueza que deixa de ser gerada dentro do município.

Esse dinheiro nasce no setor primário, através do trabalho dos produtores rurais, mas movimenta toda a economia local. Ele passa pelo comércio, pelas empresas, pelos prestadores de serviços e pela indústria, gerando emprego, renda e desenvolvimento.

Cada valor produzido no campo circula diversas vezes dentro da economia, fortalecendo os setores secundário e terciário e beneficiando toda a sociedade.

Em algum momento, boa parte dessa riqueza acaba retornando aos cofres públicos por meio da arrecadação de impostos e tributos, contribuindo para a manutenção dos serviços públicos e do próprio funcionamento do Estado brasileiro.

Por isso, quando o agronegócio enfrenta dificuldades, não é apenas o produtor rural que sofre. Toda a economia municipal sente os reflexos, desde o comércio até os serviços, impactando diretamente o desenvolvimento e a qualidade de vida da população." (Gustavo 1)

A íntegra dos pronunciamentos pode ser conferida nas plataformas digitais da Rádio Tupã, que acompanhou a mobilização realizada em apoio ao Projeto de Lei nº 5.122.


  • Ato em Tupanciretã



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