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Carnaval 2026 em Tupanciretã terá ações de inclusão, respeito e combate à violência, destaca Fábulo Rosa

28/01/2026 11:01:43

Na entrevista concedida à Rádio Tupã, Fábulo Rosa, Coordenador Estadual de Políticas de Diversidade e Inclusão da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), destacou as ações previstas para o Carnaval 2026, que terá como foco a promoção do respeito, da diversidade e da prevenção à violência em todo o Rio Grande do Sul.

Dentro do eixo Visibilidade do Programa RS Diversidade, o Departamento de Diversidade e Inclusão da SJCDH estará presente em diversos eventos carnavalescos levando uma mensagem clara de enfrentamento à LGBTfobia, ao machismo, ao racismo e ao assédio, além de orientações sobre prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

Para isso, o Governo do Estado disponibilizará um trio elétrico, que percorrerá 11 festas de Carnaval, alcançando cerca de 150 mil foliões. As cidades participantes, em parceria com movimentos sociais e prefeituras, organizarão blocos locais responsáveis pela distribuição de materiais informativos, divulgação de canais de denúncia, como o Disque 100, Ligue 180 e a Delegacia Online, além de ações educativas voltadas à saúde e à prevenção durante o período carnavalesco.

Durante a entrevista, Fábulo Rosa explicou a origem e o objetivo da iniciativa:

Eu idealizei um projeto chamado Carnaval da Diversidade para que pudéssemos realizar ações em vários carnavais. Vamos executar esse projeto em 11 atividades carnavalescas, em 11 municípios, no sentido de que o carnaval — todos nós sabemos — é majoritariamente composto por pessoas da comunidade LGBT, seja na confecção de fantasias, na maquiagem, na organização das escolas de samba ou dos blocos de carnaval.

Essa realidade está muito presente. Existe uma ampla diversidade na condução do carnaval, na sua elaboração, cuidando do brilho, do glamour e da estética dessa grande festa. No entanto, infelizmente, essa população ainda sofre muito preconceito, é invisibilizada e estereotipada.

O carnaval, por sua vez, também acaba sexualizando muito o corpo da mulher. Por isso, precisamos reforçar que uma festa tão diversa e tão ampla — que, nessas 11 cidades, reúne em torno de 150 mil foliões — deve deixar um recado claro para a sociedade gaúcha e para todos que participam do carnaval: sim, o carnaval é uma festa, é uma promoção cultural, vem das identidades e das raízes negras, mas não se tolera, em um espaço tão diverso, que pessoas sejam violentadas, que mulheres sejam assediadas ou que pessoas da comunidade LGBT sofram violência, espancamentos ou chacotas.

Tudo isso faz parte de um programa de conscientização e respeito.” (Fábulo 1)

Os blocos contarão com a participação de integrantes da comunidade LGBT+, apoiadores, equipes das Secretarias Municipais de Saúde, do CRAS, do CREAS e de movimentos sociais. O trio elétrico será padronizado com a identidade visual da campanha, equipado com som e iluminação, enquanto as organizações locais terão liberdade para incluir locutores, DJs e apresentações musicais.

A proposta busca fortalecer o Carnaval como um espaço de celebração cultural, diversidade, segurança e respeito, reafirmando o compromisso do Estado com os direitos humanos e a inclusão social.


  • Fábulo



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