Lariane Cardoso Bessestil Borba, Franciele Abreu e Douglas Padilha concederam entrevista à Rádio Tupã em alusão ao Dia Internacional da Corrida, celebrado nesta semana, comentando suas trajetórias no esporte e as recentes participações na Maratona Internacional de Porto Alegre.
A 41ª edição da prova reuniu mais de 30 mil atletas em diferentes modalidades, consolidando-se como um dos maiores eventos de corrida de rua do país. Entre os destaques tupanciretanenses esteve Lariane Cardoso Bessestil Borba, que completou sua primeira maratona, percorrendo os 42 quilômetros da prova principal.
Lariane comentou sobre a experiência inédita e a superação de suas próprias expectativas.
“Foi um evento gigantesco. Somando todas as provas, mais de 30 mil atletas participaram da maratona. Cerca de 20 mil corredores estiveram presentes no sábado, nas distâncias de 5, 10 e 21 quilômetros, incluindo os atletas de Tupanciretã. Foi um recorde de público e o maior número de corredores já registrado nessas categorias.
Em relação aos 42 quilômetros, eu queria aproveitar a experiência da forma mais saudável possível. Minha ideia era correr dentro dos meus limites e fazer o melhor que pudesse. Como eu nunca havia completado uma maratona, nem alcançado os 42 quilômetros em treinamento, não sabia exatamente o que encontraria pela frente nem como meu corpo reagiria.
O maior treino da preparação foi de 36 quilômetros. Depois disso, o restante do trabalho foi mais voltado para a recuperação e o ajuste final. Por isso, eu procurava controlar a ansiedade e focar apenas em fazer o meu melhor.
E acabou sendo tudo perfeito. Eu sempre dizia aos amigos que, se terminasse a prova em 4 horas e 13 minutos ou até em 3 horas e 59 minutos, já estaria ótimo.
Mas, quando cheguei próximo do quilômetro 32, olhei para o relógio e percebi que faltavam apenas 10 quilômetros. Pensei: ‘Vou tentar manter o ritmo, sem reduzir, e fazer o que eu puder’.
No fim, consegui completar a maratona em 3 horas, 41 minutos e 55 segundos, um resultado que superou todas as minhas expectativas.” (Lariane 1)
Outro representante de Tupanciretã na prova foi Douglas Padilha, que participou de sua quinta Maratona de Porto Alegre e da 13ª maratona da carreira.
“Eu fui para a 41ª Maratona de Porto Alegre com uma proposta diferente. Não estabeleci metas de quebra de recorde pessoal nem de obtenção de índices, pois já planejava direcionar meu foco para provas de 10 e 21 quilômetros no próximo semestre.
Dessa forma, completei esse desafio podendo aproveitar e curtir o belo cenário da nossa capital, ainda mais valorizado pela energia de um grande público que esteve presente nas ruas durante o último final de semana de maio.
A maratona contou com mais de 30 mil atletas inscritos em todas as modalidades, sendo cerca de 9 mil participantes na maratona e no Desafio Gaúcho.
Corri a Maratona de Porto Alegre pela quinta vez, completando a minha 13ª maratona na carreira. Nas duas primeiras edições em que participei do evento, disputei a prova de 21 quilômetros, migrando posteriormente para a maratona.
Gostaria de agradecer à minha equipe, que é fundamental em todos os ciclos de treinamento: a Golfit, o professor Xande, o preparador físico Leonardo Ferrari e a nutricionista Laís Garcia.
É sempre um orgulho representar Tupanciretã em cada prova que participo.
Também deixo meus parabéns a todos os tupanciretanenses que representaram o município na maratona, em especial à Lari, que se tornou maratonista e demonstra um futuro muito promissor nas provas femininas de longa distância.
Por fim, agradeço à Rádio Tupã pelo espaço dedicado à corrida de rua e pela valorização dos atletas. Meu muito obrigado.” (Douglas 1)
Neste ano, Franciele Abreu e sua família optaram por não participar da Maratona de Porto Alegre, concentrando esforços em um ciclo de preparação voltado para desafios ainda maiores, incluindo competições internacionais.
A atleta iniciou sua trajetória em provas de 5 quilômetros e, ao longo dos anos, evoluiu para corridas de longa distância e ultramaratonas. Em janeiro, por exemplo, completou mais de 80 quilômetros durante a tradicional Travessia Torres-Tramandaí (TTT).
Durante a entrevista, Franciele também refletiu sobre o crescimento da corrida de rua em Tupanciretã e o protagonismo feminino na modalidade.
“Sempre procuro incentivar as pessoas. Antigamente, como costumo brincar, éramos apenas eu, minha mãe e meu pai, os ‘loucos da madrugada’, correndo pelas ruas. Hoje é muito bonito ver como a corrida cresceu, ganhou força e conscientizou mais pessoas sobre a importância da atividade física.
Atualmente, temos atletas como a Lari e a Andrick, que são feras na corrida e levam o nome de Tupanciretã para diversas competições. Recentemente, elas subiram ao pódio em Cruz Alta e representaram o município de forma brilhante. No evento do UFA, do qual éramos embaixadores, elas conquistaram excelentes resultados na classificação geral.
É muito gratificante vê-las evoluindo e levando o nome da cidade cada vez mais longe.
Sobre a Lari, sinceramente, faltam palavras. Quando vi o vídeo dela completando os 42 quilômetros, me emocionei muito. A gente lembra de tudo o que já passou, dos desafios enfrentados e da caminhada até chegar a esse momento. Ver a emoção dela cruzando a linha de chegada foi algo muito especial.
Ela é um dos grandes nomes da corrida em Tupanciretã e um exemplo para muitas pessoas. Tenho muito orgulho de saber que, de alguma forma, conseguimos servir de referência para ela. E, ao mesmo tempo, posso dizer que ela também é uma referência para mim.” (Fran 1)
A corrida de rua vive um momento de expansão em Tupanciretã, com crescimento constante do número de praticantes entre jovens, adultos e, especialmente, do público feminino. As provas locais e regionais têm atraído cada vez mais participantes, fortalecendo hábitos saudáveis, criando novas amizades e promovendo histórias de superação que inspiram a comunidade.
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