Ao longo desta semana, a Casa Militar, por meio da Subchefia de Proteção e Defesa Civil, deu continuidade às ações de visitas técnicas em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. As atividades envolveram reuniões, capacitações e orientações voltadas ao fortalecimento da capacidade de resposta dos municípios diante de situações de desastre.
A 3ª Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil esteve presente nos municípios de Júlio de Castilhos, Tupanciretã, Formigueiro e São Sepé.
Em Tupanciretã e Júlio de Castilhos, os trabalhos tiveram como foco a atualização do Diagnóstico de Capacidade Municipal e o esclarecimento de dúvidas relacionadas ao Plano de Contingência (PLANCON), documento que estabelece procedimentos e ações para resposta a situações de emergência e desastres naturais.
Já em Formigueiro, a equipe prestou apoio técnico à administração municipal. Em São Sepé, as atividades também foram voltadas à atualização e ao acompanhamento do Plano de Contingência do município.
Além das visitas técnicas, a 3ª Coordenadoria Regional participou da Assembleia Extraordinária do Conselho Regional de Desenvolvimento (COREDE) Central, realizada no município de Toropi. Durante o encontro, foram debatidas propostas voltadas à aquisição de materiais, equipamentos e veículos destinados ao fortalecimento das ações de Proteção e Defesa Civil nos municípios da região.
El Niño é confirmado e acende alerta no Sul do Brasil
As ações de planejamento e prevenção ganham ainda mais relevância após a confirmação oficial do fenômeno El Niño pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), anunciada nesta quinta-feira (11).
De acordo com a agência norte-americana, o fenômeno já está em desenvolvimento e poderá atingir intensidade moderada a forte nos próximos meses.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e influencia diretamente os padrões climáticos em diversas regiões do planeta.
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), enquanto o fenômeno tende a reduzir o volume de chuvas na região amazônica, aumentando o risco de queimadas e incêndios florestais, no Sul do Brasil os episódios de El Niño costumam estar associados ao aumento dos volumes de chuva.
Em Tupanciretã, os efeitos desse fenômeno já foram sentidos em anos anteriores, quando períodos de chuvas intensas provocaram alagamentos, transtornos em diversos pontos da cidade e até mesmo a perda de uma residência.
Diante desse cenário, a atualização dos planos de contingência e o fortalecimento das estruturas municipais de Defesa Civil tornam-se medidas fundamentais para ampliar a capacidade de prevenção e resposta a possíveis eventos climáticos extremos que possam atingir a região nos próximos meses.
Fonte: Defesa Civil RS
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