Durante agenda na Expodireto Cotrijal, nesta terça-feira, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, participou da entrega da licença prévia da empresa Soli3, que pretende instalar uma planta de biodiesel em Cruz Alta. O investimento previsto é de R$ 1,25 bilhão.
Além do anúncio do empreendimento, o governador confirmou que viajará a Brasília para tratar de pautas consideradas urgentes para o setor primário, em reuniões com o Governo Federal e lideranças do Senado.
"Vamos participar de uma reunião com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e também buscar uma audiência com o presidente do Senado, justamente para insistir na necessidade de colocar em votação o PL 5122.
Esse projeto é de autoria do deputado Pedro Westphalen e teve como relator o deputado Afonso Hamm. O projeto já está no Senado desde o ano passado.
Durante o último ano realizamos várias reuniões em Brasília insistindo nesse caminho. Naquele momento, o presidente do Senado havia nos solicitado que conversássemos com o Governo Federal para que eventuais ajustes pudessem ser feitos dentro da Medida Provisória que o governo havia apresentado.
Esse esforço acabou resultando em alguns ajustes pontuais na MP, ampliando a abrangência para incluir também a safra de 2025. No entanto, essas mudanças ainda foram insuficientes para atender à realidade do setor.
Por isso entendemos que o PL 5122 é o caminho mais adequado e é essa alternativa que seguimos defendendo.
As manifestações que aconteceram recentemente são absolutamente legítimas e expressam a dor que o setor produtivo primário gaúcho vem enfrentando nos últimos anos. O setor precisa de apoio e de recursos, inclusive com a utilização do Fundo Social do Pré-Sal, para financiar uma solução estruturada para essa situação.
É importante esclarecer que não se trata de pedir anistia de dívidas. O que os produtores pedem é a possibilidade de refinanciar seus débitos com juros menores e condições mais justas.
Hoje, muitos produtores sequer conseguiram acessar os recursos liberados pela Medida Provisória. Grande parte acabou refinanciando suas dívidas diretamente com os bancos, utilizando recursos livres, com juros que chegam a cerca de 18% ao ano, o que acaba agravando ainda mais a situação financeira do setor." (Eduardo 1)
A repercussão da fala na íntegra será disponibilizada na quarta-feira, nas plataformas digitais da Rádio Tupã.
Foto: Vitor Rosa/Secom
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