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EMATER avalia safra de verão e alerta para risco com falta de chuvas em Tupanciretã

29/01/2026 11:01:12

O atual cenário da safra de verão e as perspectivas climáticas para as próximas semanas foram tema de entrevista concedida à Rádio Tupã pelo extensionista rural Gilberto Welzel e pelo chefe do Escritório da EMATER de Tupanciretã, Thiago Vinicius Portella. A principal preocupação é a escassez de chuvas registrada desde o mês de janeiro, situação que começa a gerar apreensão entre os produtores rurais do município.

Gilberto Welzel destacou que o volume de precipitações tem sido insuficiente e que, no curto prazo, o cenário ainda inspira cautela:

De janeiro até o momento, tivemos poucas precipitações, o que vem causando apreensão entre os produtores. Ao observarmos a previsão para os próximos dias, não há indicação de chuvas significativas.

A partir dos dias 10, 11 e 12 de fevereiro, existe a previsão de um volume um pouco maior, acima de 30 milímetros, mas até lá o cenário começa a preocupar.

Hoje, podemos dizer que as principais culturas da região — especialmente a soja e o milho — estão relativamente bem estabelecidas. A soja, de modo geral, apresenta bom desenvolvimento, sem maiores problemas neste momento.

É claro que já existem alguns pontos com registro de prejuízos, mas, por enquanto, não são perdas expressivas e ainda não é possível mensurar com precisão o impacto total.

No entanto, se essa condição de pouca chuva se confirmar nos próximos 15 dias, a situação pode se complicar bastante para as lavouras.” (Gilberto 1)

Na sequência, Thiago Vinicius Portella detalhou que os impactos da estiagem variam conforme a época de implantação das lavouras, com maior atenção voltada para a cultura do milho:

Observa-se que a soja que vem sofrendo um pouco mais é aquela implantada mais tardiamente, onde as linhas ainda não estão totalmente fechadas. Com isso, a lavoura fica mais exposta à ação do clima, o que acaba causando um estresse maior.

No entanto, o principal problema hoje está na cultura do milho. Diferente da soja, o milho não tem capacidade de compensação se não receber chuva no período correto, especialmente na fase de floração.

Muitos produtores acabaram sendo prejudicados por questões climáticas no momento da implantação. Houve, por exemplo, aquele período do mês de novembro em que algumas localidades do município ficaram cerca de 20 a 25 dias sem chuva. Se a lavoura de milho entrou em floração nesse intervalo, ela já foi comprometida.

Além disso, as lavouras de milho de plantio mais tardio, que estão em floração neste momento, também enfrentam a falta de chuva, o que compromete o desenvolvimento e o enchimento dos grãos.”

Thiago também comentou sobre a situação do setor leiteiro, que apresenta um cenário misto no município:

“Conversando com produtores de leite do município, as pastagens têm respondido bem até o momento. O problema, hoje, não é a falta de pasto. Inclusive, as lavouras de milho destinadas à silagem, em sua maioria, apresentam boa produtividade, muito superior à do ano passado.

Os produtores já começam a colher o milho para formação de reserva, pensando no período de entressafra. No entanto, o que vem preocupando o setor leiteiro, apesar do bom volume de produção, é o preço do leite, que segue desfavorável.” (Thiago 1)

Durante a entrevista, também foram abordados aspectos relacionados a doenças e pragas nas lavouras, tema que pode ser conferido com mais detalhes na entrevista completa, disponível nas plataformas digitais da Rádio Tupã.


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