O Dia do Engenheiro Agrônomo, celebrado em 12 de outubro, foi tema de entrevista na Rádio Tupã com Almir Rebelo de Oliveira, engenheiro agrônomo e presidente do Clube Amigos da Terra. Na conversa, ele abordou a abrangência da profissão, as transformações da agricultura em Tupanciretã e os desafios enfrentados pela categoria.
A data de 12 de outubro foi escolhida em referência à regulamentação da profissão no Brasil, ocorrida em 1933, por meio do Decreto nº 23.196, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas.
Durante a entrevista, Almir destacou que a engenharia agronômica abrange diferentes áreas de atuação e que as atividades desenvolvidas pelos profissionais são influenciadas pelas características e demandas de cada região.
“A gente chama a nossa profissão de engenheiro-agrônomo de bastante eclética, por abranger vários ramos de atividade. Então, como engenheiro-agrônomo, é claro que, depois que tu começas a tua atividade, passas a participar e a vivenciar essa realidade conforme a região em que estás, as demandas e tudo mais. Isso acaba te direcionando mais para uma situação ou outra.
Por exemplo, quando eu vim para Tupã, plantavam-se 40 mil hectares de soja. Nós tínhamos aqui o maior frigorífico da América Latina, que estava passando por um período de dificuldades e que acabou caminhando para o seu término. Paralelamente a isso, havia a pecuária e, ao mesmo tempo, cresceu a agricultura. Nós fizemos parte desse processo, sempre sem esquecer que a agricultura e a pecuária são irmãs siamesas, né? Deveriam ser, e a gente precisa trabalhar nesse sentido, porque tudo isso é alimento de que as populações precisam.
Então, eu sempre tive essa preocupação em Tupã, sabendo que a produção de alimentos tem três componentes: o antes da porteira, o dentro da porteira e o depois da porteira. Cada um desses segmentos exige uma dedicação quase que exclusiva. E aí eu tenho que me desdobrar nos três segmentos.
Há uma carência nesse sentido, e nós, enquanto engenheiros-agrônomos, vamos aprendendo, com o tempo, que o antes, o durante e o depois da porteira têm muito a ver, por exemplo, com as políticas agrícolas e com as políticas voltadas para o setor. Então, a gente acaba se envolvendo muito com isso”, comentou.
Desafios e perspectivas para a categoria
Ao abordar a realidade do setor, Almir também destacou a necessidade de atenção às políticas agrícolas e às demandas dos profissionais que atuam na área. A discussão envolve os diferentes segmentos da cadeia produtiva, desde o fornecimento de insumos até a produção e a comercialização dos alimentos.
A entrevista completa com Almir Rebelo de Oliveira está disponível nas plataformas digitais da Rádio Tupã. Na conversa, ele também aborda os desafios da profissão e a importância de seguir buscando melhorias para a categoria.
Este site informa: usamos cookies para personalizar anúncios e melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.