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Engenheiro agrônomo de Tupanciretã destaca desafios e importância da profissão

14/10/2026 10:10:39

O Dia do Engenheiro Agrônomo, celebrado em 12 de outubro, foi tema de entrevista na Rádio Tupã com Almir Rebelo de Oliveira, engenheiro agrônomo e presidente do Clube Amigos da Terra. Na conversa, ele abordou a abrangência da profissão, as transformações da agricultura em Tupanciretã e os desafios enfrentados pela categoria.

A data de 12 de outubro foi escolhida em referência à regulamentação da profissão no Brasil, ocorrida em 1933, por meio do Decreto nº 23.196, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas.

Durante a entrevista, Almir destacou que a engenharia agronômica abrange diferentes áreas de atuação e que as atividades desenvolvidas pelos profissionais são influenciadas pelas características e demandas de cada região.

“A gente chama a nossa profissão de engenheiro-agrônomo de bastante eclética, por abranger vários ramos de atividade. Então, como engenheiro-agrônomo, é claro que, depois que tu começas a tua atividade, passas a participar e a vivenciar essa realidade conforme a região em que estás, as demandas e tudo mais. Isso acaba te direcionando mais para uma situação ou outra.

Por exemplo, quando eu vim para Tupã, plantavam-se 40 mil hectares de soja. Nós tínhamos aqui o maior frigorífico da América Latina, que estava passando por um período de dificuldades e que acabou caminhando para o seu término. Paralelamente a isso, havia a pecuária e, ao mesmo tempo, cresceu a agricultura. Nós fizemos parte desse processo, sempre sem esquecer que a agricultura e a pecuária são irmãs siamesas, né? Deveriam ser, e a gente precisa trabalhar nesse sentido, porque tudo isso é alimento de que as populações precisam.

Então, eu sempre tive essa preocupação em Tupã, sabendo que a produção de alimentos tem três componentes: o antes da porteira, o dentro da porteira e o depois da porteira. Cada um desses segmentos exige uma dedicação quase que exclusiva. E aí eu tenho que me desdobrar nos três segmentos.

Há uma carência nesse sentido, e nós, enquanto engenheiros-agrônomos, vamos aprendendo, com o tempo, que o antes, o durante e o depois da porteira têm muito a ver, por exemplo, com as políticas agrícolas e com as políticas voltadas para o setor. Então, a gente acaba se envolvendo muito com isso”, comentou.

Desafios e perspectivas para a categoria

Ao abordar a realidade do setor, Almir também destacou a necessidade de atenção às políticas agrícolas e às demandas dos profissionais que atuam na área. A discussão envolve os diferentes segmentos da cadeia produtiva, desde o fornecimento de insumos até a produção e a comercialização dos alimentos.

A entrevista completa com Almir Rebelo de Oliveira está disponível nas plataformas digitais da Rádio Tupã. Na conversa, ele também aborda os desafios da profissão e a importância de seguir buscando melhorias para a categoria.


  • Almir



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