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Estiagem agrava crise no campo e afeta famílias em Júlio de Castilhos

13/02/2026 11:02:05

O município de Júlio de Castilhos decretou Situação de Emergência na última quinta-feira, 12 de fevereiro, em razão da ausência de chuvas nos últimos dias, que tem provocado um período de estiagem severa e gerado impactos significativos de ordem humana, agrícola e econômica.

A falta de precipitações já causa danos de natureza humana, com famílias enfrentando dificuldades no acesso à água potável para consumo. No setor agrícola, há perdas de produtividade e atrasos no início do ciclo produtivo, enquanto, no aspecto econômico, observa-se o aumento dos custos de produção e prejuízos diretos à renda dos produtores.

O cenário é agravado pelo fato de o município enfrentar estiagens recorrentes nas safras 2021/2022, 2022/2023, 2023/2024 e 2024/2025, além de ter sofrido perdas expressivas em decorrência das enchentes de 2024. Esses eventos sucessivos têm provocado prejuízos contínuos ao setor agrícola, principal fonte de recursos econômicos de Júlio de Castilhos, projetando um contexto de aumento da vulnerabilidade social, especialmente entre as comunidades mais carentes.

A Situação de Emergência foi oficializada por meio do Decreto nº 8.062, de 12 de fevereiro de 2026, assinado pelo prefeito Bernardo Quatrin Dalla Corte, declarando emergência nas áreas do município afetadas pelo evento adverso Estiagem – COBRADE 14110, conforme a Portaria nº 260/2022 do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

Júlio de Castilhos possui predominância de lavouras de soja, e, ao longo da safra 2025/2026, vêm sendo registrados eventos climáticos que alteraram de forma significativa a expectativa de produção, ocasionando prejuízos econômicos e sociais aos agricultores e ao município. As perdas estão diretamente relacionadas à baixa quantidade de chuvas durante o período de verão, conforme demonstram os registros pluviométricos do período.

Diante desse contexto, o município reforça a necessidade de acompanhamento técnico permanente, monitoramento constante da safra agrícola e comunicação contínua com a população e órgãos competentes, a fim de dimensionar os impactos sociais e econômicos causados pelas intempéries nas principais matrizes produtivas locais.


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