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Estiagem provoca perdas na soja em Tupanciretã e região, aponta Informativo da Emater

21/02/2026 10:02:06

O Informativo Conjuntural da EMATER/RS-Ascar, da regional de Santa Maria, divulgado na sexta-feira, relata que entre os dias 10 e 13 de fevereiro foram registradas temperaturas extremamente elevadas, com ocorrência de chuva rápida na quinta-feira (12), apresentando volumes variáveis na região.

Em alguns municípios, os acumulados ficaram abaixo de 5 milímetros, como em Santiago (1,7 mm), São Pedro do Sul (3 mm) e Capão do Cipó (3 mm). Já em outros locais, os volumes foram mais expressivos, como em Agudo (57 mm), São João do Polêsine (acima de 50 mm) e Cachoeira do Sul (24,6 mm). Em virtude das precipitações, houve leve redução nas temperaturas.

Impactos nas lavouras

Apesar das chuvas pontuais, as culturas da soja e do milho já apresentam perdas decorrentes da estiagem. As pastagens, em muitos casos, tiveram o crescimento e os rebrotes paralisados.

Segundo o informativo, a cultura da soja vinha se desenvolvendo de forma satisfatória até o início de janeiro. No entanto, com a estiagem registrada em janeiro e fevereiro, houve redução do potencial produtivo, situação observada em municípios como Vila Nova do Sul e em toda a região.

Entre os principais danos verificados estão:

Morte de plantas em reboleiras;

Perda de área foliar no terço inferior;

Maior incidência de pragas como tripes, ácaros e lagartas;

Presença pontual de percevejos.

Atualmente, mais de 78% das lavouras de soja encontram-se na fase reprodutiva, entre floração e enchimento de grãos — estágios que exigem maior disponibilidade de umidade no solo.

Em Tupanciretã, nas áreas que estão na fase de enchimento de grãos, estimam-se perdas de produtividade entre 20% e 30%.

Relato de produtor

Em reportagem exibida pelo programa Globo Rural nesta semana, o vice-prefeito de Tupanciretã, Márcio Teixeira Dias, relatou perdas significativas em sua propriedade.

De acordo com o produtor, em uma área de 200 hectares já está consolidada uma perda de, no mínimo, 25% da produção de soja devido à estiagem:

"No momento de floração e enchimento de grãos, faltou água. As plantas têm metade das vagens que deveriam, e as que existem, ao invés de três grãos, têm dois ou só um. Algumas sequer enchem o grão", explica o produtor à reportagem.

Queda na cotação

O Informativo Conjuntural também destaca a variação na cotação da soja. A média regional passou de R$ 120,83 por saca de 60 kg para R$ 116,24 por saca, refletindo o cenário de mercado.

O quadro reforça a preocupação dos produtores da região, especialmente em Tupanciretã, um dos principais polos de produção de soja do Estado.

Fonte: Emater e Globo Rural

Foto: Acervo Pessoal


  • Márcio Dias 1



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