Matéria publicada por Leandro Staudt no Almanaque Gaúcho, na edição desta quarta-feira (14) de GZH – Zero Hora, resgata a história de um casal que residiu em Tupanciretã e cuja trajetória atravessa gerações: Hélio Franco Fernandes e Suzanne Marie Marchais.
Criado pelos pais Daniel e Júlia, Hélio nasceu em 1894 e passou a infância entre os municípios de Santa Maria e Cachoeira do Sul. Já Suzanne nasceu em 1900, em Santa Maria, filha de Louis Émile e Margueritte Marchais. De forma curiosa, os pais de Suzanne eram amigos próximos da família de Hélio e, inclusive, Daniel e Júlia foram padrinhos de batismo da menina.
Segundo relato de Marilluh Fernandes, neta do casal, a história de amor teve início ainda na infância. Na primeira visita à recém-nascida, o pequeno Hélio, então com seis anos, teria beijado a mão de Suzanne e, de maneira singela e encantadora, pedido a menina em casamento. O gesto, repleto de ternura, foi recebido com sorrisos e carinho pela família, marcando simbolicamente o início de uma história que atravessaria o tempo.
Pouco tempo depois, a família de Suzanne retornou à França, mantendo contato com os amigos gaúchos por meio de cartas, que preservaram o vínculo entre as famílias ao longo dos anos.
Com o passar do tempo, Hélio cursou Medicina em Porto Alegre e realizou doutorado no Rio de Janeiro, onde teve a oportunidade de ingressar na missão brasileira. Já na França, após o fim da guerra, o médico aproveitou a estada para visitar a família Marchais. Agora adultos, Hélio reencontrou Suzanne e ficou encantado com sua beleza, sentimento que foi prontamente correspondido.
O casamento ocorreu em 6 de janeiro de 1923, na Igreja Saint-Vincent-de-Paul, em Paris. Após a união, o casal passou a residir em Tupanciretã, onde construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a comunidade. Suzanne atuou como enfermeira, enquanto Hélio exerceu a função de prefeito por quatro mandatos, sendo um dos responsáveis, junto à população, pela construção do Hospital de Caridade Brasilina Terra (HCBT).
O casal teve dois filhos, Cláudio e Marina, e permaneceu unido por 63 anos de casamento. Hélio faleceu em 1986, e Suzanne veio a óbito sete anos depois, em 1993, deixando um legado histórico, social e humano profundamente ligado à história de Tupanciretã.
Fonte: Leandro Staudt - Almanaque Gaúcho/ GZH - Zero Hora
Foto: Acervo pessoal de Marilluh Fernandes
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