A Justiça manteve a decisão que leva a júri popular o homem acusado de matar Thalis Antonini, de 24 anos. O crime ocorreu em 2024, dentro da residência da vítima, e segue gerando forte repercussão em Jari e em toda a região.
A defesa do acusado ingressou com recurso buscando reverter a decisão de pronúncia, alegando legítima defesa e solicitando a anulação do julgamento pelo Tribunal do Júri.
No entanto, o recurso foi negado por unanimidade pelos desembargadores responsáveis pela análise do caso, mantendo a decisão que determina o julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável por apreciar crimes dolosos contra a vida.
Segundo o pai de Thalis, Paulo Rogério Antonini, existem indícios que apontariam para a possível participação de outras pessoas no crime. A família defende o aprofundamento das investigações para identificar um eventual mandante.
Desde a morte do jovem, familiares têm realizado manifestações e buscado manter o caso em evidência, cobrando respostas das autoridades e o avanço das investigações.
Como forma de preservar a memória do filho e compartilhar a experiência vivida após a tragédia, Paulo Rogério Antonini escreveu o livro A Dor da Perda.
A obra reúne relatos sobre a vida de Thalis, a trajetória da família após o crime e os desafios enfrentados desde então.
Após a morte do jovem, os familiares deixaram o município de Jari e passaram a residir em outra cidade, em busca de recomeço diante das dificuldades enfrentadas após o ocorrido.
O caso segue em tramitação na Justiça, aguardando a definição da data para a realização do júri popular.
Fonte: Paulo Rogério
Imagem: Reprodução/Redes
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