A Justiça manteve a decisão que leva a júri popular Nilson Antonio Atzler, acusado de matar Thalis Antonini, de 24 anos, em Jari, em novembro de 2024. O julgamento está marcado para o dia 23 de novembro de 2026, às 9h, no Tribunal do Júri de Tupanciretã.
O réu permanece preso preventivamente e deverá ser apresentado presencialmente na sessão de julgamento.
Atzler, que era vizinho da vítima, responde por homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impediu a defesa da vítima, além de posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
A decisão de pronúncia, que determinou que o acusado fosse submetido ao julgamento pelo Conselho de Sentença, foi proferida em novembro de 2025. A defesa recorreu, mas o recurso foi negado, mantendo a decisão. Posteriormente, a pronúncia transitou em julgado, permitindo o avanço do processo para a preparação da sessão do Tribunal do Júri.
Defesa tentou evitar julgamento pelo Tribunal do Júri
Durante o processo, o Ministério Público pediu que Nilson Atzler fosse pronunciado para responder ao Tribunal do Júri. A defesa, por sua vez, sustentou que não houve intenção de matar e pediu que o réu não fosse levado a julgamento pelo Conselho de Sentença.
Como alternativa, a defesa solicitou que a acusação de homicídio fosse desclassificada para lesão corporal seguida de morte e que fosse retirada a qualificadora relacionada à dificuldade de defesa da vítima.
Em 2026, a defesa apresentou ainda um novo pedido, questionando a inclusão de um laudo pericial no processo após o encerramento da primeira fase. A Justiça rejeitou o pedido de nulidade. Também foi negada a solicitação para revogar a prisão preventiva do acusado.
Testemunhas e sorteio dos jurados
Para a sessão de julgamento, foram autorizados os depoimentos das testemunhas indicadas pelo Ministério Público, pela assistência de acusação e pela defesa.
Entre as pessoas que deverão ser ouvidas está Paulo Rogério Antonini, pai de Thalis e assistente de acusação no processo.
O sorteio dos jurados que participarão do julgamento está marcado para o dia 22 de outubro, às 17h.
Relembre o caso
Thalis Antonini foi morto com um tiro dentro de sua residência, na Rua Tenente-Coronel Gomes, no centro de Jari, na noite de 25 de novembro de 2024.
Segundo as informações divulgadas na época, o suspeito era vizinho da vítima e morava ao lado da residência. Após o crime, ele foi preso em flagrante.
Dois soldados da Brigada Militar que estavam de folga foram acionados para atender a ocorrência. No local, um primo do suspeito havia retido a arma que teria sido utilizada no crime e a entregou aos policiais.
Tratava-se de um revólver calibre 38, com cinco munições, sendo uma deflagrada.
O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Tupanciretã, onde foi autuado em flagrante, e posteriormente levado ao Presídio Estadual de Júlio de Castilhos.
Agora, com a manutenção da decisão de pronúncia e o encerramento das possibilidades de recurso nessa etapa, o caso segue para julgamento pelo Tribunal do Júri de Tupanciretã, em novembro.
Fonte: Diário SM
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