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Museu Municipal de Tupanciretã recebe exposição fotográfica sobre câncer de mama

24/09/2026 11:09:11

O Museu Municipal Dr. Hélio Franco Fernandes, em Tupanciretã, recebe, a partir desta sexta-feira, 25 de setembro, a exposição fotográfica “Autoabraço: Retratos de Resiliência e Reconstrução Feminina”, projeto autoral da fotógrafa tupanciretanense Rafaela Cheiran Pereira.

A artista e o diretor do Museu Municipal Dr. Hélio Franco Fernandes, João Flores, concederam entrevista à Rádio Tupã para falar sobre a realização da exposição.

João destacou a proposta da mostra e a importância do trabalho desenvolvido por Rafaela.

“Estamos muito felizes porque o Autoabraço... Eu até lembro uma frase da Cora Coralina, da escritora, que diz: ‘E nada na vida faz sentido se a gente não tocar o coração das pessoas. E, se a gente aprende com os golpes duros da vida, a gente também aprende o toque suave da alma.’

E essa exposição é o quê? É um toque suave na alma dessa menina que está aí e que teve essa grande ideia, que passou por essa experiência e está fazendo essa grande exposição. É um toque na alma de todas as mulheres que se deixaram fotografar e, com certeza, será um toque na alma de todas as pessoas que tiverem um tempinho para nos visitar lá nesses dias que a gente vai estar nessa exposição.

Lá é um Autoabraço. Ele tem um viés diferenciado. Nós já fizemos muitos eventos lá no Tempo. Todos foram com resultados muito positivos, né? Mas nenhum teve esse viés da autoestima, do autoamor, da fé, do acreditar, né, do amor à vida.

Então, essa exposição tem esse diferencial, porque nenhum evento nosso teve essa profundidade humana, né, e essa sensibilidade. Por isso que eu estou levando muita fé e, se Deus quiser, vai ser um grande evento.” (João 1)

Retratos de dez mulheres

A mostra reúne retratos de dez mulheres que vivenciaram ou ainda vivenciam o câncer de mama e propõe um olhar sobre corpo, identidade, memória e reconstrução para além do diagnóstico.

Rafaela também compartilhou durante a entrevista como sua própria experiência contribuiu para a construção do projeto e para a aproximação com as participantes.

“O fato de, além de ser fotógrafa, eu também ser uma paciente oncológica trouxe segurança para elas, né? Elas se sentiram à vontade, porque tudo aquilo que a gente conversava, que a gente falava relacionado ao assunto, era algo que eu entendia profundamente também, né, que eu também já passei pelo tratamento, cirurgia, enfim. Ainda estou em tratamento até hoje.

Então, eu acho que isso trouxe segurança para elas, e agradeço muito a cada uma delas, né, por ter me permitido chegar tão perto dessas intimidades, assim, que muitas vezes é difícil. A gente sabe que cada mulher lida de uma maneira diferente.

Então, eu sou muito grata pela confiança. Foram dez mulheres fotografadas ao todo, né? Então, eu sou grata a cada uma delas pela confiança.

Não são todas de Tupã. Eu fui convidando pessoas que eu já conhecia, que eu sabia que tinham o histórico do câncer, né? Inclusive, a primeira pessoa que eu fotografei foi a minha avó, que passou pelo câncer.

A partir disso, fui desenvolvendo, né? Aqui de Tupanciretã são três pessoas, mas eu fui agregando outras pessoas de outras cidades, porque, na verdade, o projeto nasce aqui, mas eu acredito que ele tem potencial para rodar o Estado, né?

Ele é um tema sensível. Inclusive, quis trazer ele para a exposição em setembro porque eu acho que é um tema que merece ser falado não só em outubro, né? O câncer de mama tem que ser falado o ano inteiro.” (Rafaela 1)

Durante os ensaios, um mesmo gesto foi proposto às participantes: abraçar o próprio corpo. A partir dessa imagem, a exposição constrói uma narrativa dividida em três atos: Impacto, Travessia e Reencontro.

O percurso apresenta diferentes expressões, corpos e formas de atravessar uma experiência que pode modificar não apenas a rotina, mas também a relação com a própria imagem.

Acessibilidade

Além do caráter artístico, o projeto também conta com recursos de acessibilidade. As obras terão descrições em Braille e audiodescrição disponibilizada por meio de QR Codes.

A abertura da exposição acontece nesta sexta-feira, 25 de setembro, das 15h às 19h, com entrada gratuita.

Após a abertura, a visitação será realizada nos dias 28, 29 e 30 de setembro. Escolas, profissionais da saúde, entidades, grupos e demais instituições também poderão organizar visitas durante o período da exposição.

Serviço

Exposição: Autoabraço: Retratos de Resiliência e Reconstrução Feminina
Artista e curadoria: Rafaela Cheiran Pereira
Local: Museu Municipal Dr. Hélio Franco Fernandes – Tupanciretã/RS
Abertura: 25 de setembro de 2026, das 15h às 19h
Entrada: gratuita

Visitação:
28 e 29 de setembro: das 7h30 às 12h e das 13h30 às 17h
30 de setembro: das 7h30 às 12h e das 14h às 19h


  • Exposição no Museu



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