Notícias

Economia LocalEducação

Pesquisa com participação de tupanciretanense ganha destaque internacional ao apontar novo vetor de doença na soja

27/04/2026 11:04:51

O biólogo tupanciretanense Geraldo Salgado concedeu entrevista à Rádio Tupã para comentar um estudo recente que identificou, pela primeira vez no Brasil, a associação entre o inseto Diabrotica speciosa, conhecido como “vaquinha”, e um membro do complexo Fusarium oxysporum em lavouras de soja.

A pesquisa, publicada em uma revista científica da Inglaterra, ganhou repercussão internacional ao trazer novas evidências sobre a disseminação de doenças nas lavouras. O estudo aponta que o inseto pode atuar como vetor do fungo, ampliando o alcance do patógeno no campo.

Durante a entrevista, Geraldo destacou:

"Tenho publicações em revistas científicas, como a da Royal Entomological Society, da Inglaterra, além de trabalhos publicados na Nature.

Mas por que há tanto interesse nesse tema? Porque o pensamento sistêmico, voltado aos ecossistemas e às relações de simbiose, está chegando cada vez mais à agricultura.

Para entender e buscar soluções para essa doença — causada por um fitopatógeno que vem se espalhando pelo mundo — precisamos analisar o sistema como um todo. Existe, inclusive, a preocupação de que, no futuro, isso possa impactar a produção de alimentos em escala global, já que ainda não há uma solução definitiva.

Nesse contexto, estamos desenvolvendo estudos baseados nesse pensamento sistêmico, analisando a associação entre pragas dentro da lavoura. Um exemplo é a Diabrotica speciosa, um inseto originário da América do Sul e considerado uma praga importante.

Nossos estudos indicam, inclusive com base genética, que esse inseto atua como vetor de um fungo, ou seja, ele carrega e dissemina o patógeno dentro da lavoura. O fungo, por sua vez, utiliza o inseto como meio de dispersão, formando novos focos de infestação em diferentes áreas.

Além disso, há indícios de que outros insetos também possam estar envolvidos nesse processo de disseminação.

Um ponto interessante é que esse fungo ainda possui aspectos pouco conhecidos, especialmente em relação à sua fase sexual. Para apresentar esse alto nível de variabilidade e capacidade de destruição, é provável que ele possua uma fase sexual ativa.

Nossa hipótese é de que esse ciclo sexual possa ocorrer dentro de determinados insetos, o que ajudaria a explicar sua capacidade de adaptação e propagação." (Geraldo 1)

A entrevista completa, com mais detalhes sobre o estudo, o papel de Tupanciretã no cenário científico e a importância de investimentos em pesquisa, está disponível nas plataformas digitais da Rádio Tupã.


  • Geraldo



Buscar
Categorias
Arquivos