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Produtores levam demandas ao Congresso e mobilizam apoio em Tupanciretã

09/04/2026 10:04:43

A coordenadora do SOS Agro RS, Grazielle de Camargo, concedeu entrevista à Rádio Tupã para comentar a reunião realizada no Congresso Nacional, junto à Comissão de Agricultura, onde foram debatidas questões relacionadas ao setor produtivo.

Durante a entrevista, Grazielle destacou a importância do diálogo direto com empresas e autoridades, além de apontar a falta de transparência em temas considerados essenciais para os produtores:

Esta foi a segunda vez que nós, produtores, tivemos a oportunidade de conversar diretamente com a equipe da Bayer. Antes, isso não acontecia — o assunto era tratado a portas fechadas, apenas com algumas entidades do setor, e muitos fatos não chegavam ao conhecimento dos produtores.

Na reunião de ontem, questionei bastante o diretor da Bayer Brasil, Fabiano, especialmente sobre o vencimento das patentes. Esse é um tema que, muitas vezes, eles evitam esclarecer, até porque existem processos judiciais em andamento.

O problema é justamente a falta de transparência. Muitas informações não são claras, e isso tem sido uma cobrança constante do movimento. O produtor precisa ter acesso a todos os dados para tomar decisões com segurança dentro da sua propriedade.

A reunião foi intensa — iniciou às 16h e se estendeu até a noite. Em diversos momentos, houve resistência em responder objetivamente quando vence a patente da tecnologia Intacta RR2 Pro, que é amplamente utilizada nas propriedades.

Inclusive, um advogado que falou antes de mim afirmou que essa tecnologia já teria vencido, e que outra tecnologia semelhante venceu em 2020. Ou seja, há uma disputa judicial em andamento sobre esse tema.

Ao final da audiência, foi informado que a patente da Intacta venceria em 2028. No entanto, as informações que temos indicam que o vencimento seria em 26 de maio de 2026.

Essa divergência reforça ainda mais a necessidade de transparência e clareza para o produtor.” (Grazielle 1)

A discussão tem gerado repercussão entre os produtores rurais, especialmente em relação aos custos da produção. Uma das comparações feitas pelo setor é de que a situação se assemelha a financiar um bem, quitá-lo e, ainda assim, continuar pagando pelo seu uso.

Diante do cenário atual, produtores também defendem maior flexibilização para o pagamento de dívidas, considerando o alto custo das lavouras e a dificuldade em alcançar boas médias de produção. Outro ponto de debate é a cobrança de taxas, que podem chegar a 7,5%, mesmo em um contexto de rentabilidade reduzida.

Sobre o Projeto de Lei 5.122/2023, Grazielle informou que houve avanço na tramitação. O senador Renan Calheiros foi definido como relator da proposta, que deverá passar por ajustes antes da apresentação do relatório final e posterior encaminhamento ao plenário.

Além da atuação em nível nacional, o movimento também busca mobilização local. No dia 27, o SOS Agro RS estará na Câmara Municipal de Vereadores de Tupanciretã, com o objetivo de angariar apoio dos parlamentares para a aprovação de uma moção em defesa das pautas do setor.

A entrevista completa está disponível nas plataformas digitais da Rádio Tupã.


  • Graziele 0108



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