Na manhã desta sexta-feira (6), Juliana da Rosa Wendt, graduada em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e Nayele Benittes de Moura Dutra, estudante do curso de Medicina da instituição e bolsista do projeto “Deixando de Fumar Sem Mistérios”, participaram de uma entrevista na Rádio Tupã para falar sobre a iniciativa.
O projeto tem como objetivo auxiliar pessoas que desejam abandonar o tabagismo, por meio de diferentes estratégias de orientação e acompanhamento em grupo.
Durante a entrevista, Juliana Wendt, orientadora do projeto, explicou como surgiu a iniciativa e como as atividades foram desenvolvidas ao longo dos últimos anos:
“Então, a ideia do nosso projeto surgiu durante a pandemia, quando estávamos em isolamento social. Pensamos em criar um grupo virtual para auxiliar as pessoas que estavam nesse processo de parar de fumar.
Existe uma estratégia do Ministério da Saúde chamada ‘Deixando de Fumar sem Mistérios’, que consiste em um trabalho realizado em grupos. Então, reunimos pessoas que têm o propósito de parar de fumar e trabalhamos diversas temáticas que podem auxiliá-las a alcançar esse objetivo.
Durante a pandemia, os grupos presenciais que funcionavam aqui na cidade não estavam realizando atividades. Então, em 2021, tivemos a ideia de criar um grupo virtual.
Em 2022, quando terminou o isolamento social e foram retomadas as atividades presenciais, transformamos esse grupo em um grupo presencial, na Universidade Federal de Santa Maria.
Assim, a partir de 2022, passamos a realizar esses grupos com o objetivo justamente de auxiliar as pessoas que querem parar de fumar a alcançar esse propósito.” (Juliana 1)
Juliana também destacou a eficácia do trabalho em grupo como estratégia de apoio às pessoas que desejam deixar o cigarro.
Na sequência, a estudante Nayele Dutra abordou os diferentes tipos de dependência relacionados ao tabagismo, explicando como a nicotina e os fatores psicossociais podem dificultar o processo de abandono do cigarro:
“A gente tem a dependência química, que envolve a questão da nicotina, e também a dependência psicossocial, porque, muitas vezes, o hábito de fumar está associado, por exemplo, ao controle da ansiedade e à forma de lidar com situações difíceis. Então, isso torna cada vez mais complexo o processo de deixar de fumar.
A abstinência também envolve esses dois fatores: o químico, que é quando o cérebro fica na fissura, como a gente chama, ou seja, com a necessidade de uma nova dose de nicotina; e também a questão de como vou lidar com essas situações estressantes sem aquilo que utilizava antes, que era o cigarro.
Então, durante a abstinência, temos esses dois principais fatores.
Em relação à composição do cigarro, essa foi uma das questões que discutimos ontem, durante uma sessão do projeto. As substâncias presentes no cigarro acabam chegando à corrente sanguínea e podem, inclusive, auxiliar na formação de coágulos, os famosos trombos, prejudicando também a saúde cardiovascular.
A principal atuação da nicotina, por sua vez, está relacionada a essa sensação de dependência no cérebro.” (Nayele 1)
O projeto também mantém uma página no Instagram, @dfsm.ufsm, onde são compartilhadas informações e orientações para pessoas interessadas em parar de fumar.
A entrevista completa, com mais detalhes sobre o funcionamento do projeto e as estratégias utilizadas, está disponível nas plataformas digitais da Rádio Tupã.
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