No último sábado, dia 16, aconteceu em Porto Alegre a 18ª edição do Seminário do SindiRádio. O evento teve como foco exclusivo o rádio híbrido e os impactos dessa tecnologia na radiodifusão brasileira.
O encontro reuniu profissionais, gestores, especialistas e lideranças do setor para discutir temas como inovação, experiência do ouvinte, monetização e os desafios técnicos e regulatórios relacionados à integração entre a transmissão tradicional e a internet.
As rádios Tupã e Clube Um estiveram presentes no seminário, representadas por Miguel Puretz, acompanhando as palestras e os debates promovidos durante a programação.
Presidente do SindiRádio destaca transformação do rádio
Na abertura do evento, realizada às 14h, Roberto Cervo Melão, presidente do SindiRádio e da ABERT, destacou a presença multiplataforma do rádio na atualidade:
“O rádio hoje está em todos os lugares.
Está no carro, no celular, nos aplicativos, no streaming, nos sites, nas redes sociais, nos assistentes de voz, nos vídeos, nos cortes, nas transmissões ao vivo, nos podcasts e nas plataformas digitais.
Mas, principalmente, o rádio continua presente na rotina das pessoas.
A nossa essência permanece a mesma: proximidade, credibilidade, prestação de serviço, companhia, informação local, reconhecimento e presença diária na vida das comunidades.
E o que estamos discutindo aqui hoje não é apenas tecnologia.
Estamos falando de modelo de negócio, sustentabilidade econômica, competitividade, posicionamento e do futuro de uma atividade que carrega história, relevância pública e responsabilidade social.”
Melão também ressaltou que o rádio híbrido representa uma nova lógica de comunicação, unindo a radiodifusão tradicional ao ambiente digital em uma estratégia integrada.
AGERT reforça necessidade de profissionalização
O evento também contou com a presença de Alessandro Heck, presidente da AGERT, que enfatizou a importância da profissionalização no setor:
“Precisamos compreender, cada vez mais, que o que se espera e se exige de nós, enquanto veículos de comunicação, é profissionalismo.
Não existe mais espaço para o amadorismo. Não há mais espaço para decisões tomadas apenas no ‘achismo’. Esse tempo passou.
Hoje, tudo precisa ser tratado com base em planejamento, conhecimento técnico, estratégia e gestão.”
O dirigente também destacou a necessidade de fortalecer a imagem da radiodifusão junto ao mercado publicitário e à sociedade, reforçando a relevância e a credibilidade do rádio.
Palestras abordaram tecnologia, monetização e legislação
Na sequência da programação, o seminário contou com a palestra “Rádio Híbrido: a evolução da experiência do ouvinte”, ministrada por Daniel Starck, que abordou as transformações na relação entre emissoras e público a partir da convergência tecnológica.
Às 15h30, o consultor e pesquisador Fernando Morgado apresentou a palestra “Ganhando dinheiro com rádio híbrido”, focada em oportunidades comerciais e novos formatos de monetização proporcionados pela tecnologia.
Já às 16h50, o advogado Guilherme Guimarães, do escritório Silveiro Advogados, tratou dos aspectos trabalhistas relacionados ao rádio híbrido e às mudanças operacionais no setor multimídia.
O encerramento ocorreu com um painel reunindo os palestrantes para uma discussão conjunta sobre os desafios e as perspectivas da radiodifusão híbrida no Brasil.
Além da programação técnica, o seminário também promoveu espaços de networking e troca de experiências entre profissionais do setor, incentivando reflexões sobre o futuro do rádio diante da digitalização e da integração entre diferentes plataformas de distribuição de conteúdo.
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