A Secretaria Estadual da Saúde (SES) reforçou a orientação do Ministério da Saúde (MS), divulgada na segunda-feira (8), sobre a suspensão temporária da estratégia de vacinação contra a dengue com o imunizante produzido pelo Instituto Butantan.
A medida possui caráter preventivo e foi adotada após a identificação de raros eventos adversos registrados após a aplicação da vacina. Segundo as autoridades sanitárias, a possível relação entre os casos observados e o imunizante ainda está sendo investigada.
De acordo com informações do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), o Rio Grande do Sul já recebeu 45.220 doses da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan. Deste total, aproximadamente 15 mil doses foram aplicadas, principalmente em trabalhadores da área da saúde, público-alvo da estratégia de imunização no Estado.
A orientação das autoridades de saúde é para que as pessoas que receberam a vacina observem atentamente seu estado de saúde durante os primeiros 21 dias após a aplicação. Após esse período, não há mais componente ativo da vacina detectável no organismo.
Entre os sintomas que podem surgir nesse intervalo e que merecem atenção estão:
Febre;
Dor de cabeça ou dor atrás dos olhos;
Dores no corpo e nas articulações;
Náuseas ou vômitos;
Manchas vermelhas na pele.
Além disso, a SES alerta para sinais de gravidade que exigem atendimento médico imediato:
Dor abdominal intensa e contínua;
Vômitos persistentes;
Tontura, desmaio ou sensação de fraqueza;
Sangramentos, como nas gengivas ou no nariz;
Sonolência excessiva, irritação ou piora do estado geral.
A recomendação é que qualquer pessoa vacinada que apresente esses sintomas procure uma unidade de saúde para avaliação, informando a data em que recebeu o imunizante. Em casos de agravamento dos sintomas ou sinais de alerta, a busca por atendimento deve ser imediata.
Situação da dengue em Tupanciretã
Segundo a Base de Dados SINAN Dengue Online do Governo do Estado, atualizada nesta terça-feira, Tupanciretã registra atualmente 14 notificações de dengue, sendo 13 casos descartados.
Já o boletim epidemiológico municipal, referente ao período de 16 a 22 de maio de 2026, aponta:
Casos positivos ativos: 0;
Total de recuperados: 50;
Casos suspeitos: 0;
Total de casos descartados: 153.
A Secretaria Municipal de Saúde de Tupanciretã disponibilizou a vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos nas unidades de saúde do município, sendo a Qdenga. Até o momento, não há registros de efeitos adversos graves ou ocorrências relacionadas à vacinação em Tupanciretã, declarou Andrea Appel, Coordenadora de Imunização do município.
Andrea destacou para a reportagem que a Butantan foi aplicada no município em profissionais da saúde, houve efeitos, porém nenhum fora do previsto.
Os dados demonstram que o município não possui casos ativos da doença neste momento. Ainda assim, as autoridades de saúde reforçam a importância da prevenção, da eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti e da busca por atendimento médico diante de sintomas compatíveis com dengue.
A orientação também é para que a população acompanhe as informações divulgadas pelos órgãos oficiais de saúde sobre a continuidade da vacinação e eventuais atualizações relacionadas à investigação dos casos em análise.
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