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Economia Local

Técnico agrícola destaca a história da pecuária de Tupanciretã e analisa o cenário atual do setor

02/07/2026 10:07:04

O técnico agrícola Anderson Rodrigues Ribas, formado pela primeira turma da Escola Agrícola João Antônio Fogliato e proprietário da empresa Negócios Rurais 14, concedeu entrevista à Rádio Tupã para falar sobre o mercado pecuário, a evolução da atividade no município e as oportunidades existentes para os produtores rurais.

Anderson atua na compra e venda de bovinos para engorda, reposição e exportação, na corretagem de grãos — como soja, milho, trigo, aveia e azevém —, além da comercialização de maquinários agrícolas usados e seminovos.

Durante a entrevista, ele relembrou a importância histórica da pecuária para Tupanciretã.

"A pecuária sempre passou por ciclos de baixa e de alta. Hoje, esses ciclos acabam se prolongando, mas a atividade continua se mantendo forte, impulsionada pelo consumo e pelas diferentes oportunidades de comercialização que o produtor possui.

É uma atividade que, além da paixão de quem trabalha no campo, continua motivando e fomentando a economia de muitas regiões.

Tupanciretã é reconhecida nacionalmente como a Capital Estadual da Produção de Soja, um título que nos orgulha muito. No entanto, é importante lembrar que, há algumas décadas, o município também era uma grande referência na pecuária.

Para se ter uma ideia, houve um tempo em que o couro tinha mais valor comercial do que a própria carne. Quando um animal morria na propriedade, a primeira preocupação do produtor era saber o que havia acontecido com o couro, porque a carne praticamente não tinha valor de mercado e o consumo era muito menor do que é hoje.

Na década de 1940 foi fundada a Cooperativa Serrana, que chegou a manter um dos maiores frigoríficos do país e, segundo muitos relatos da época, um dos mais importantes da América Latina.

Além do frigorífico, Tupanciretã contava com uma grande charqueada, um curtume e uma intensa movimentação no transporte de gado. Os animais chegavam ao município tanto em caminhões quanto em tropas e também eram transportados por ferrovia, evidenciando a força que a pecuária já teve na economia local.

Essa trajetória faz parte da história de Tupanciretã e demonstra a importância que a atividade pecuária sempre exerceu no desenvolvimento do município." (Anderson 1)

Na sequência, Anderson explicou como a cadeia produtiva da pecuária evoluiu ao longo dos anos e destacou as diferentes possibilidades de atuação para os produtores.

"Hoje a pecuária oferece muito mais possibilidades do que antigamente. No passado, era comum que a vaca parisse o terneiro e esse mesmo animal permanecesse na propriedade até se transformar em boi gordo para o abate.

Atualmente, o produtor pode escolher em qual etapa da cadeia produtiva deseja atuar.

Uma das opções é trabalhar com a cria, produzindo o terneiro dentro da propriedade para comercializá-lo ainda jovem. Outra alternativa é a recria, adquirindo o terneiro para desenvolvê-lo até determinado peso e depois negociá-lo, seja macho ou fêmea.

Também existe a possibilidade de atuar apenas na engorda, comprando animais já recriados para levá-los ao peso ideal de abate, com bom acabamento de gordura.

E, para quem possui estrutura, área disponível e, principalmente, oferta de alimento, há ainda a possibilidade de trabalhar com o ciclo completo, desde a cria até a terminação dos animais.

Ou seja, a pecuária oferece diferentes modelos de negócio, permitindo que cada produtor escolha aquele que melhor se adapta à sua realidade.

Mas, independentemente do sistema adotado, na minha visão existem três pilares fundamentais para obter bons resultados.

O primeiro deles é a alimentação. É preciso garantir comida de qualidade durante todo o ano, seja por meio de pastagens perenes no verão, pastagens de inverno, integração entre as duas estações, uso de silagem, confinamento, semiconfinamento ou suplementação em cocho. O importante é que o animal nunca passe por restrição alimentar.

O segundo pilar é a genética. Hoje, a qualidade genética faz toda a diferença dentro da pecuária. Um animal geneticamente superior cresce mais rápido, converte melhor os alimentos, apresenta maior desempenho reprodutivo e proporciona mais rentabilidade ao produtor.

Muitas vezes, o custo para produzir um animal de genética superior é praticamente o mesmo de um animal comum. A grande diferença está no retorno econômico que ele proporciona ao longo do ciclo produtivo. É isso que faz a atividade ser mais eficiente e mais lucrativa." (Anderson 2)

A entrevista completa está disponível nas plataformas digitais da Rádio Tupã. Anderson Rodrigues Ribas permanece à disposição da comunidade e dos produtores rurais para atuar na intermediação de negócios no segmento pecuário e agrícola, por meio da Negócios Rurais 14, empresa familiar com tradição no agronegócio regional.

Contato: (55) 99913-6822.


  • Anderson Rodrigues



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