Tupanciretã foi palco de um dos eventos mais importantes do agronegócio gaúcho: a 17ª Abertura Oficial da Colheita da Soja do Estado do Rio Grande do Sul. O momento celebrou a força do campo, a dedicação dos produtores e o papel essencial da agricultura na economia.
A programação iniciou com o ato simbólico da colheita, realizado às 10h na Fazenda Pedras Brancas, na localidade de Lajeado do Celso, no interior do município.
Na sequência, ocorreu a solenidade oficial, às 11h30, no Residencial Hilles, reunindo lideranças políticas, representantes do setor e autoridades estaduais.
Presenças confirmadas
Entre os destaques do evento estiveram:
Gabriel Souza – Vice-governador do Estado do Rio Grande do Sul
Gustavo Herter Terra – Prefeito de Tupanciretã
Bárbara Almeida Terra – Primeira-dama de Tupanciretã
Luiz Carlos Heinze – Senador da República
Frederico Antunes – Deputado Estadual
Pedro Westfalen - Deputado Federal
Edivilson Brum – Secretário de Estado da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação
Elmar Konrad – Vice-presidente da Farsul
Evandro Boligon – Proprietário da Fazenda Pedras Brancas
O evento também contou com palestra sobre o cenário do agronegócio, abordando desafios e perspectivas do setor. O Prefeito Gustavo Herter Terra comentou:
"Quero, rapidamente, me dirigir às autoridades federais: meu caro senador, meu caro padrinho Pedro Westphalen, meu caro primo querido Osmar Terra.
É preciso buscarmos alternativas definitivas para o setor primário brasileiro.
A cada 20 ou 30 anos, de forma cíclica, o Rio Grande do Sul enfrenta períodos de intempéries, com seis ou sete anos de restrição hídrica. E, por mais que se tenha feito uma securitização no passado, agora, pouco mais de duas décadas depois, estamos novamente aqui, clamando por uma nova solução.
Se nada mudar, nossos filhos, daqui a 20 ou 25 anos, estarão passando pela mesma situação e pedindo novamente outra securitização. E assim sucessivamente.
O problema está na base: no Estatuto da Terra e na política agrícola.
Se o Brasil fosse um país mais estruturado nesse aspecto, quem deveria arcar com o seguro agrícola não seria o produtor rural, mas sim o Governo Federal. Afinal, a produção de alimentos é soberania nacional, é segurança nacional.
Em muitos países desenvolvidos, quando o produtor não consegue colher, o governo garante uma compensação para manter a atividade e assegurar a sobrevivência no campo.
Aqui, precisamos avançar nesse debate. O produtor rural não pode continuar assumindo sozinho todo o risco da produção.
Porque, como se diz, não se fabrica o homem do campo. O produtor rural carrega isso na sua essência, no seu DNA." (Gustavo 1)
Encerrando a fala das autoridades, o Vice-Governador Gabriel Souza destaca:
"Boa parte da soja gaúcha, hoje, é colhida e levada até o porto de Rio Grande ou a outros portos do país. No entanto, ao chegar ao exterior, esse produto é beneficiado, gerando emprego e renda na agroindústria de outros países.
Nós não podemos mais admitir isso.
Precisamos industrializar a soja aqui no nosso território, agregando valor à produção e fortalecendo a nossa economia.
Temos, inclusive, um caminho claro para isso: a Lei nº 14.993, conhecida como a Lei do Combustível do Futuro, que abre um novo mercado em expansão para a soja e outros grãos, como a canola, por meio da produção de biocombustíveis.
Hoje, já contamos com 10 plantas industriais de biocombustíveis no Estado. Um exemplo recente é o investimento realizado em Cruz Alta, com a instalação da Solares, que representa um aporte superior a 1 bilhão de reais. Essa indústria irá utilizar o grão produzido pelos nossos agricultores e cooperativas para a produção de biodiesel.
Além disso, o Rio Grande do Sul também avança na produção de biometano e outros combustíveis renováveis.
Somos um Estado que, pela sua capacidade de inovação, tem todas as condições de se tornar líder nacional em biocombustíveis. Hoje já ocupamos a segunda posição, atrás apenas do Mato Grosso.
A previsão é de que, ainda este ano, a mistura de combustíveis conte com 16% de fontes renováveis. Mas nós queremos mais: queremos avançar para 17% ou mais.
Porque, a cada 1% de aumento na participação dos biocombustíveis, são gerados milhares de empregos, além de fortalecer toda a cadeia produtiva.
É assim que garantimos que a riqueza gerada pela soja fique aqui, no Rio Grande do Sul e no Brasil, promovendo desenvolvimento, renda e oportunidades para a nossa população." (Gabriel 1)
Gabriel anunciou durante o evento, que o Governo do Estado irá aumentar o investimento para realização do início das obras na estrada entre Jari e Tupanciretã. Até o fim do ano de 2026, prometeu também o início das obras entre Tupanciretã e Júlio de Castilhos, sendo a mesma empresa que está finalizando a obra entre Tupanciretã - Santa Tecla.
Encerrando a programação, foi realizado um almoço de confraternização, fortalecendo o encontro entre produtores, lideranças e comunidade.
A abertura da colheita da soja reafirma Tupanciretã como uma das principais referências agrícolas do Estado, destacando a importância do setor para o desenvolvimento regional e nacional.
Fotos: Rádio Tupã/EMATER
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