Notícias

LocalPolícia

Violência contra a mulher: dados mostram redução em Tupanciretã, mas reforçam importância da denúncia e das medidas de proteção

30/01/2026 02:01:19

A violência contra a mulher — em especial os casos de feminicídio — segue sendo um dos principais desafios da segurança pública nos últimos anos. Diante desse cenário, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Segurança Pública (SSP), vem intensificando ações de prevenção, repressão e atendimento às vítimas, com ampliação de operações policiais, prisões de agressores, apreensão de armas e fortalecimento dos canais de denúncia e proteção.

Uma das iniciativas recentes foi a implementação da ferramenta online para solicitação de Medidas Protetivas de Urgência (MPUs), em abril de 2025. Somente no último ano, a Polícia Civil encaminhou ao Judiciário 69.292 pedidos de medidas protetivas feitos por mulheres em todo o Rio Grande do Sul. Desse total, 63.955 solicitações foram realizadas presencialmente nas mais de 400 Delegacias de Polícia do Estado — incluindo 23 Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deams) e sete Delegacias de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGVs). Já pela Delegacia Online da Mulher (DOL Mulher), foram registrados 5.336 pedidos.

Entre as medidas mais solicitadas estão o afastamento do agressor da residência, a proibição de contato com a vítima e a restrição de aproximação. Em casos determinados pela Justiça, também pode ser aplicada a tornozeleira eletrônica para monitoramento do agressor.

Em Tupanciretã, os dados atualizados indicam redução nos registros relacionados à violência contra a mulher em 2025, na comparação com 2024. No ano de 2025 foram contabilizados: feminicídio consumado zero, feminicídio tentado zero, 56 ocorrências de ameaça — com maior concentração nos meses de maio e junho —, três casos de estupro e 19 de lesão corporal.

Já em 2024, os números apontaram: feminicídio consumado zero, feminicídio tentado zero, 80 ocorrências de ameaça — com pico em dezembro —, três estupros e 28 casos de lesão corporal.

Apesar da redução, as forças de segurança reforçam que o enfrentamento à violência doméstica é permanente. Em 2026, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Tupanciretã, prendeu em flagrante um homem de 28 anos pelos crimes de sequestro, cárcere privado e lesão corporal no contexto de violência doméstica.

Conforme relatou ao Diário de Santa Maria o delegado substituto da Delegacia de Polícia de Tupanciretã, Carlos Alberto Dias Gonçalves, o caso possuía histórico de agressões. Segundo ele, a vítima vivia sob constrangimento físico e psicológico há cerca de sete anos de relacionamento, mas não havia conseguido formalizar as denúncias anteriormente. O Tribunal de Justiça do Estado determinou a prisão preventiva do homem.

A Polícia Civil reforça que mantém canais permanentes de contato com a comunidade e destaca a importância da denúncia para interromper ciclos de violência.

Polícia Civil — para Servir e Proteger.
Denúncias: (55) 98439-4661.

Fonte: Polícia Civil, Governo do Estado e Diário SM


  • Ação Policia Civil 28 01-2



Buscar
Categorias
Arquivos